Falando em Música
O álbum do Phil está a venda online. Vai para o site e adquira já o seu. Belíssimo!
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O nome dessa incomparável música nunca soou muito bem. Infelizmente cresceu tanto que as formas belas da arte musical no Brasil já não têm muito valor. A minha geração é a geração do axé. E eu sou um peixe fora d’água em detestar o que é de mal gosto. Música pra mim é arte, e não existe forma de arte tão poderosa quanto a música e tão fácil de adquirir quanto a música. Um quadro decente geralmente não pode ser adquirido por menos de $500, um CD pode ser adquirido por menos de $15. Então eu pergunto por que a música não é mais valorizada? A música sem voz e sem sentido rolando ao último volume nas “últimas paradas”. Nenhuma pessoa sozinha pode dançar ao som do axé. Existe apenas para distrair a bagunça e os problemas que a sociedade enfrenta no Brasil. Infelizmente mal gosto existe, ninguém pode julgar. Eu mesma não gosto de julgar a vida de ninguém. Mas eu julgo a arte. E axé não é arte. Por isso não é música.
O barulho pra distrair.
Ela se senta na beira da sacada, onde a luz e a leve brisa morna derrete o pouco que resta da magia e da beleza da neve. E ela decide que o bem…mesmo que a irrite tanto…sobressaiu. Acende mais uma vez o tabaco que cheira seu avô, liga seu i-pod trascorrendo os artistas de A-Z ateh encontrar o som do dia “Hey Jude”….e permanece em silêncio por um tempo até ser resgatada de um buraco de pensamentos pelo carteiro. E pelo fim do Beatles. Não conhecia o avô profundamente. Morto alguns meses antes de descobrir seus sonhos. Que foram deixados em cartas. Há numerosos retratos daquele nativo fornido e alegre. Fácil imagina’-lo vivo, pois em nenhum retrato ele está posando para o pintor ou para o fotógrafo. Em todos dá a impressão de o terem surpreendido em um gesto espontâneo. Ria com dentes de tubarão, gesticulava ao falar, movimentava-se com a segurança e a petulância de um pirata. Os três filhos deixados nao podiam entender a importância de sua morte. Mas a menina conta e faz a sua história após ser deixada pelo avô vivo e entender o avô morto.
Tenho passado dias pensando em quando eu ainda tinha a chance de ser o que eu queria sempre ser. Quando criança facilitamos a realidade com a imaginação. Somos o que pensamos em ser, passando horas refletindo no dia em que receberíamos a tão esperada ovação. De orgulho. De amor. De vida. Ainda quando criança eu me escondia durante horas pra me imaginar num mundo onde tudo era perfeito. Um mundo que me confortava nas horas que eu mais precisava. Hoje eu ainda me escondo. Mas pra imaginar um mundo imperfeito. Onde fica tudo bem se não somos quem querermos ser. Onde fica tudo bem se falarmos de boca cheia. Tudo bem se queremos mais do que nos é dado. Se a música não agrada mais. Se mudamos de caminho. Se olhamos para o outro lado. Existe um mundo para todos nesse mundo.
Dois dias de instalação. Um dia pra respirar. E dois dias de Exibição. d.aMa saiu das vendas pra entrar nos estúdios de arte em Boston. Fui convidada por um fotógrafo que virou amigo a ter um espaço magnífico ao lado de talentosos artistas locais. Tive duas semanas pra preparar tudo. Fiz o que pude pra pelo menos deixar a minha marca pessoal e d.aMa. Conheci pessoas interessantes, e acabei atando relações que ainda vou ser grata em ter. Obrigada a todos que vieram me visitar….e mais uma vez eu penso que isso é possível…

mais fotos AQUI!

se tiver…devolva-me.
Estou me preparando pra uma instalação de moda nos studios do Fort Point em Boston. Fico sempre um pouco anciosa antes de eventos como esse….e mal consigo dormir. Hoje acordei com a idéia fixa de terminar pelo menos dois projetos. A instalação será baseada na reciclagem e couture. Fotos serão publicadas logo após o evento. Me desejem sorte…

(…) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade. ” Cecilia Meireles.
Tenho um namorado que cozinha, lava, canta, toca, cria e ainda sobra tempo pra me amar. Tenho uma mãe que o aprecia e entende sem ao menos ter trocado palavras de cortesias. Tenho um irmão que diz tentar ganhar na loteria pra poder me ter de volta e investir no meu sonho. Tenho um pai desconfiado que gosta do namorado mas procura não fazer muitas perguntas, porque estará sempre desconfortável com idéia de ter criado uma filha que se apaixona por um homem nascido nos EUA. Existem sempre perguntas sobre o namorado: ele toma banho? usa drogas? bebe? é amoroso? é atencioso? …. e acredite, não param aqui. O Americano que conheço tem uma imagem diferente daquale que os latinos fantasiam. Os que conheço são criadores de uma imagem que afeta e afetará as gerações próximas. São pacientes, leitores, honestos, verdadeiros, conhecedores, curiosos, amorosos, não-tão-melado-amantes, artistas, irmão das coisas fugidias…e poetas.
Eu levo uma vida estranha e diferente..mas que não é tão anormal assim. Conheci Colombianas que me ansinaram o valor de um amor estrangeiro. Conheci uma russa casada com um suiço que foi casado com uma indiana. Conheci brasileiros casados com brasileiros que conhecem brasileiros que se apaixonaram nos EUA.
Já me perguntaram o motivo da minha ida. Não foi por loucura, não foi por uma vida melhor, não foi por uma chance, não por fuga. Eu sempre quis ser uma pessoa que não possui pessoas. Eu precisava me abandonar de pessoas pra poder entender a teoria sobre quem eu era. E eu virei uma pessoa sem pessoas. Mas acabei conhecendo pessoas, namorando pessoas, vivendo pessoas, amando pessoas, entendendo pessoas…e quando percebi haviam pessoas comigo novamente. E encontrei não só uma…mas muitas teorias pra essa vida: o namorado, a mãe, o pai, o irmão e as pessoas.
Achei que te amava, mas tudo não era mais do que o jeito que a luz refletia no seu corpo. Quantas vezes nao fui enganada pela luz. Quantas vezes o escuro acaba me entregando a verdade. Robusto, alegre e forte…tomba, outra vez adormecido.
Há cerca de 3 anos, quando representava a nacionalidade Brasileira dos meus anos as obras que se iluminavam diante da luz distiquiam-se diante das minhas. E por isso achei que te amava.
No seu alto significado, me enjoou. Depois, na grande sala, aqueles de quem tanto me falam e que eu nao conheço ainda: me parecem pouco.
Eu, por mim, não sei qual será o destino desses que amei. Amanhã. Ou depois. Não me parece importante, mas se realmente eu souber, posso dizer que já sabia.