Setembro 28, 2008 • 4:01 pm 0
Contagioso
Setembro 25, 2008 • 3:10 pm 0
Carta aos amigos…
Queridos,
Nao pensem que a pessoa tem tanta forca assim a ponto de levar qualquer especie de vida e continuar a mesma. Ate cortar os proprios defeitos pode ser perigoso – nunca se sabe qual eh o defeito que sustenta nosso edificio inteiro. Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer eh que somos valiosos, e que eh somente ate um certo ponto que podemos desistir de si proprio e se dar aos outros e as circunstancias. Depois que uma pessoa perde o respeito a si mesma e o respeito as suas proprias necessidades – depois disso fica-se um pouco um trapo. Fiz de mim a fidelidade ao homem. Fiz de mim a fidelidade a vida. Nao sustento o amor eterno. Nao sustento o amor por dentro. Ja pensei em desistir da humanidade. Por motivos que todos nos reconhecemos. Me sinto um trapo diante da raca humana. Somos trapos. Trapos capazes de transformar a vida em um proprio trapo. Portanto, porque deixa-la um trapo se podemos deixa’la limpa e cheirosa? Os anos se passam e pensamos: “sera que esse mundo vai ficar melhor, pros nossos netos? bisnetos? …”…. caros amores, aqui vai a curta e simples resposta: “Nao!” Mas nao precisam se desesperar….o mundo sempre foi assim…nunca mudou, e nunca vai mudar…mudancas sao contos da fada que gostamos de acreditar ..e a palavra chamada esperanca. Esperanca eh bom, continue tendo….faz bem a alma. Mas nao espere por mudancas…apenas viva pelo que existe no presente. Somos farinha de um mesmo saco. Juro por Deus que se ha um ceu e um irferno….vamos todos nos encontrar por la! E tudo se acaba debaixo da terra. Portanto, porque guardar aquela joia cara pra uma ocasiao especial..? Porque deixar de fazer aquela viagem pra mais tarde? Mais tarde pode ser tarde demais. Estamos nesse mundo pra viver nele…isso viver, andar, sorrir ao estranho ao lado. A tecnologia nos falsificou. Mas podemos, se quisermos voltarmos a aproveitar a vida da maneira completa e saudavel. Sinto dize-los….pecado…o pior pecado que poderiamos cometer eh fazer parte da raca humana. Ser humano eh ser o proprio pecado. Entao, apenas viva.
beijos. amanda.
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Setembro 17, 2008 • 5:09 pm 0
Teologia
Assunto serio nao se cala. Assunto serio nao se resume.
A noite passada eu e Phil assistimos a uma aula de teologia no Cheers bar. Muitos da igreja que frequentamos estavam la. Eu confesso ter tido uma dificuldade tremenda em ficar calada e apenas ouvir.
Uma pergunta nao saia da minha cabeca, e ao mesmo tempo….que ela nao se calava…eu imaginava o porque que as pessoas se calam diante de um assunto polemico e de tanta surrealidade. Jesus…foi ressuscitado. E voltou, com corpo humano…diante de nos. Agora se pergunte…? Isso eh loucura!!!! Nao parece loucura????…Pois eh,…ele se ressuscitou. E portanto, nos, cristaos…acreditamos nessa ressurreicao, e portanto, somos cristaos. Mas eu nunca, em toda minha vida catolica no Brasil ouvi dizer que somos cristaos por uma unica e verdadeira razao. Jesus ressuscitou. E incarnou. Isso eh dificil de acreditar, mas eu acredito, e portanto me torno uma crista. Porem, me irrita e nao me faz calar que muitos que frequentam igrejas e se dizem “cristaos” jamais nem nunca pensaram e nunca se fazem perguntas com relacao a fe. Quem diz que ter fe eh facil…eh um mentiroso de primeira, ou apenas nao entende nada de fe. Fe eh dificil. Fe necessita de coragem e entendimento. Um entendimento que talvez nunca jamais teremos, por ser apenas algo surreal que nao atingimos ou tocamos, apenas sentimos. A nossa fe funciona como a luz. Numa sala existem objetos. Cadeira, pessoas, velas, roupas, mesa. Se a luz nao estivesse presente oq veriamos dela? Nada. Apenas nada. Uma escuridao que nao diz nada. Uma escuridao que nao sabe identificar um palmo a frente do nariz. Uma escuridao que morre com aquilo a sua frente…o nada.
Com a luz, nao

conseguimos ver tudo, mas vemos aquilo que esta diante da nossa capacidade de enxergar. E eh esse o emprego dado a fe. A fe nos faz enxergar aquilo que podemos de acordo com as nossas capacidades.
Eu amo os meus amigos aqui nessa terra, porque eles questionam, eles questionam a fe e as situacoes. Eles nao se conformam apenas com uma explicacao religiosa, porque religiao nao eh nada mais do que uma empresa, e fe eh o esta dentro de nos. Religiao, nao existe uma mais correta ou nao…existe aquela onde vc se encontra, onde vc pode questionar aquilo que demanda…onde pessoas a sua volta o acomodam de acordo com as suas vontades. Eu questiono a minha fe o tempo todo. Porque nao eh facil. Nao eh facil acreditar num ser que ressuscitou e encarnou e voltou a vida pra nos salvar. Assim como nao eh facil acreditar em algo que nunca enchergamos ou tocamos. Assim como nao eh facil acreditar que o mundo foi criado em 7 dias. Nao eh nada facil. Mas eu acredito. Porque eu escolhi acreditar. A vida eh feita de escolhas. Entao pq pessoas insistem em dizer que ter fe eh facil??! Esses, que dizem…..nao entende nem um decimo do que chamamos de fe. Porque a essencia da fe eh a dificuldade.
amem.
Setembro 15, 2008 • 3:47 pm 0
Soneto a felicidade
Muitas coisas me deixam triste. E quase mais facil ficar triste. 
Se eu acredito em tudo isso?
Nos somos proximos. Somos extremamente proximos.
Ja vivi de um amor, que jamais nunca amei
Jah aprendi certas coisas, que eu jamais nunca gostei.
Jah vivi de um sonho, que eu jamais nunca sonhei.
Jah cai de amores, por um amor que nunca vem.
Ja acreditei, naquilo que nunca imaginei.
Tudo parecia me fazer sorrir.
Mas nada me fazia sentir.
O triste. Eh a razao da propria inspiracao.
O triste. Eh a razao da propria felicidade.
Se eu acredito em tudo isso?
Sim, eh a verdade.
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Setembro 12, 2008 • 3:02 pm 2
Filipe e Camile…Happy Birthday!
Setembro 11, 2008 • 12:52 pm 0
Nossa verdade
A manha se abriu numa luminosidade vacilante. Pra mim, a atmosfera are apenas um milagre. Eu encontrei a mim mesma no impossivel. Porque eu senti que Ulysses havia tocado novamente a dor da existencia.
Essa capacidade de me renovar com o tempo eh oq eu chamo de viver e escrever, viver e pintar. Viver e ama..viver e morrer. Ao redor dele, um vazio se abriu, e abriu espaco ao homem que se encontra no estado de criacao. Isolado, ele provocou a grande solitude. E como um homem de idade que nunca aprender a ler, ele mediu a distancia que o separava das palavras. Ele se deita em meu colo e mergulha na solidao de um pensamento. Um pensamento que eu nao posso ter. Nao pertence a mim. Nao pertence a ti. Pertence a ele. Absolutamente dele.
Ele as vezes me faz divina. As vezes, me faz humana. As vezes, me faz acreditar. Eu sei oq eu faco aqui. Apenas nao admito. Porque pertence a mim. Nao a ele.
Minha verdade, nossa verdade, esse estrangeiro, esse estranho conhecido cuja face fomos prometidos que nos veriamos no final. O estranho que me promete a verdade. A verdade dele. E a minha verdade. Pertence a nos. E a ninguem mais.
Arquivado como:Phil Dupertuis, cronicas, vida
Setembro 8, 2008 • 2:28 pm 0
A Fe

Ela tem particularidades. Uma confissao a fazer. Ela sabe que pensar apenas nao leva a nada.
ela diz:
-Pai, atende a minha ligacao. O que eu sinto agora, esta por se perder.
Ela diz ao pai. E confessa que ao ter um homem de fe, que ao ver um homem sem fe….ela o entende e o ama…lembro-me bem.
Lembro-me bem.
Ha tres ou quatro anos, pouco depois de ela ter publicado sua primeira historia, paginas escritas por essa filha romantica, em plena adolescencia. Lembro-me bem. Assentamo-nos no bando de azulejos, num dos patios mudejares do grande palacio E enquanto as pombas revoavam familiarmente sobre as nossas cabecas…o pai disse:
- Achei excelente.
Mas o tempo passou. O turbilhao da vida os envolveu…ambos nao pensaram mais em semelhante coisa, e soh agora a ideia reviveu com a eleicao. Nomeou-se um ser. Sempre teve pelas virtudes e pela desgraca desse homem o mais profundo respeito. Mas esta muito longe de supor, confessa, que a figura intelectual de pai viria a merecer esta com a sua nobre e incomparavel figura moral. Pode entao admira-lo em todo fulgor do seu talento juvenil e maduro. Nao. Nao foi apenas a lenda que o fez grande. Nao foi a sombra patriarcal que sobre ele projetou. Nao foram as palavras cortesas da mae. Confirma-o. Uma obra simultaneamente ingenua e grave o elegeu.
Esta, lembra-se a filha, suporta com um fardo, com um suplicio, como uma expiacao, a dignidade de sua realeza.