Outubro 24, 2009 • 8:53 pm
Tenho passado dias pensando em quando eu ainda tinha a chance de ser o que eu queria sempre ser. Quando criança facilitamos a realidade com a imaginação. Somos o que pensamos em ser, passando horas refletindo no dia em que receberíamos a tão esperada ovação. De orgulho. De amor. De vida. Ainda quando criança eu me escondia durante horas pra me imaginar num mundo onde tudo era perfeito. Um mundo que me confortava nas horas que eu mais precisava. Hoje eu ainda me escondo. Mas pra imaginar um mundo imperfeito. Onde fica tudo bem se não somos quem querermos ser. Onde fica tudo bem se falarmos de boca cheia. Tudo bem se queremos mais do que nos é dado. Se a música não agrada mais. Se mudamos de caminho. Se olhamos para o outro lado. Existe um mundo para todos nesse mundo.
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Outubro 20, 2009 • 2:32 pm
Dois dias de instalação. Um dia pra respirar. E dois dias de Exibição. d.aMa saiu das vendas pra entrar nos estúdios de arte em Boston. Fui convidada por um fotógrafo que virou amigo a ter um espaço magnífico ao lado de talentosos artistas locais. Tive duas semanas pra preparar tudo. Fiz o que pude pra pelo menos deixar a minha marca pessoal e d.aMa. Conheci pessoas interessantes, e acabei atando relações que ainda vou ser grata em ter. Obrigada a todos que vieram me visitar….e mais uma vez eu penso que isso é possível…

mais fotos AQUI!

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Outubro 15, 2009 • 5:05 pm
Outubro 9, 2009 • 1:54 pm
Estou me preparando pra uma instalação de moda nos studios do Fort Point em Boston. Fico sempre um pouco anciosa antes de eventos como esse….e mal consigo dormir. Hoje acordei com a idéia fixa de terminar pelo menos dois projetos. A instalação será baseada na reciclagem e couture. Fotos serão publicadas logo após o evento. Me desejem sorte…

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Outubro 6, 2009 • 1:32 pm
(…) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade. ” Cecilia Meireles.
Tenho um namorado que cozinha, lava, canta, toca, cria e ainda sobra tempo pra me amar. Tenho uma mãe que o aprecia e entende sem ao menos ter trocado palavras de cortesias. Tenho um irmão que diz tentar ganhar na loteria pra poder me ter de volta e investir no meu sonho. Tenho um pai desconfiado que gosta do namorado mas procura não fazer muitas perguntas, porque estará sempre desconfortável com idéia de ter criado uma filha que se apaixona por um homem nascido nos EUA. Existem sempre perguntas sobre o namorado: ele toma banho? usa drogas? bebe? é amoroso? é atencioso? …. e acredite, não param aqui. O Americano que conheço tem uma imagem diferente daquale que os latinos fantasiam. Os que conheço são criadores de uma imagem que afeta e afetará as gerações próximas. São pacientes, leitores, honestos, verdadeiros, conhecedores, curiosos, amorosos, não-tão-melado-amantes, artistas, irmão das coisas fugidias…e poetas.
Eu levo uma vida estranha e diferente..mas que não é tão anormal assim. Conheci Colombianas que me ansinaram o valor de um amor estrangeiro. Conheci uma russa casada com um suiço que foi casado com uma indiana. Conheci brasileiros casados com brasileiros que conhecem brasileiros que se apaixonaram nos EUA.
Já me perguntaram o motivo da minha ida. Não foi por loucura, não foi por uma vida melhor, não foi por uma chance, não por fuga. Eu sempre quis ser uma pessoa que não possui pessoas. Eu precisava me abandonar de pessoas pra poder entender a teoria sobre quem eu era. E eu virei uma pessoa sem pessoas. Mas acabei conhecendo pessoas, namorando pessoas, vivendo pessoas, amando pessoas, entendendo pessoas…e quando percebi haviam pessoas comigo novamente. E encontrei não só uma…mas muitas teorias pra essa vida: o namorado, a mãe, o pai, o irmão e as pessoas.
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