Vo Laurinho trabalhava em forno de cal, Sao Pedro..Salto de Pirapora.

passou a fazer tijolo, corotu lenha… uma vida rural…tirava leite..

sempre acordou cedo…

Teve supermercado, padaria… e caminhao. frete de pedras. Teve filhos, cinco. Uma delas, vermelha. Uma delas…tinha sido comparada aos russos visitantes. Uma delas fez da vida uma paixao. E dois filhos. Meu pai, por outro lado.. o homem que eu admiro, e que faz da vida um lugar melhor, uma sociedade melhor e um futuro melhor. Se outras pessoas o ouvissem….ah, como a sociedade seria melhor. Uma pena, porem…que o mundo precisa se judiar..para aprender algo de valor.

Me acorreu hoje que escrever a historia de uma garota do meu tempo, nao eh um dos atos mais corajosos de libertacao que tive, pensando bem, eh solitario, furtivo, e isso eu jah vivo. Portanto, podemos apenas fazer oq temos a capacidade de compreender, e se essa historia esta sendo escrita apenas a mim, mesmo nao sentindo dessa forma, entao que assim seja. Mas eu sinto voce ae do outro lado, leitor. Que ao meu ver jah pode ou nao se sentir tao quanto parte dessa historia.

aos amores, amantes e amigos.

“E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar.” C. Lispector

a.M.a.