O tabaco iniciado, apagado…e uma aflicao. A aflicao de todos os dias. Me lembro que aos 13 anos pedi aos meus pais por um terapeuta. Eles me olharam e com uma expressao de “oq mais me falta ouvir de vc?” soltaram um “Nao”. A teoria dos meus pais eh muito simples. Pra eles nao existe a cura atraves de um proximo e sim vem de si mesmo. Eles nao sabiam oq estava por vir. Mas acredito que sabiam oq estavam fazendo. Pois existem maes e pais, e amantes e criancas, todos com o objetivo de descobrir o melhor caminho de se viver. E o meu, eh claro, haveria de ter um terapista envolvido. Ou teria a sanidade comprometida. Ainda tenho…porem o terapista nunca esteve tao proximo. Antes de continuar com novas, deixo-os a pensam no terapista…e me acompanhem numa passagem pelo meu cenario que futuramente tera importancia: Um jantar, uma comida perfeitamente decorada aos mais tradicionais gostos argentinos e eu ali sentada, sem tirar os olhos do meu Lindo e a pensar…se isso poderia dar certo. Quantas vezes vcs mulheres nao saem pra jantar com um futuro pretendente e pensam “Nao vou me apaixonar. Nao vou me apaixonar…nao.” Mas se pegam de anel, vel e grinalda em menos de um ano. O salao esta mais alto que uma banda de rock nos anos 80, e pedimos uma taca de vinho Chardonnay pra contemplar a sonoridade ao fundo. Dois dias atras pedi um tempo. Um tempo pra mim, pra minha pinturas, pro meu eu. Ele respeitou mas ainda nao compreendeu. Acredito que oq se passa em minha mente agora…eh o tudo ou nada. Contei a ele meu desejo em me casar um dia, que nunca haveria de existir se nao o tivesse conhecido. Talvez o fizesse sentir importante, afinal vindo de mim algo parecido com a palavra magica “casamento” demonstra a insanidade tomando conta. Mas que nao estaria pronta, que talvez jamais seria…mas que nao perdesse a paciencia. Ele, Phil Dupertuis, eh o meu atual amante da vida…e provavelmente ultimo. Tenho vinte e um anos, sete meses e 20 dias de alegrias, lagrimas, amores, mais amores, e paixoes. Mas Phil…eh diferente, e me faz amar ateh mesmo qdo nao existe amor. Voltando aos anos 90 me lembro em ter um amigo invisivel aos olhos comuns. ..chamava-se “Lippe”. (nao me perguntem o pq…pois nao me recordo o motivo de ser do sexo oposto)..mas Lippe era a representacao ilustrativa das minhas vontades (inclusive reconheco a atracao por ambos sexos…acho sim Scarlet Johanson atraente, mas aindo prefiro ao meu Lindo). Nao pensem que sou homo..lesbia..lesbian..fratt..sapata – Nao. Talvez sim como artista aprendi a amar ambos. E a ver beleza em ambos. E pq nao, ser atraida por ambos. “Lippe” me ensinou a beijar pela primeira vez, a me conhecer…e a sonhar infindamente usando o melhor da minha capacidade em criar. Pois hj, beijar, conhecer e sonhar…eh a razao e consequencia de minha “Douce Vita”, o amor. Pausa para um “search” em wikipedia: A palavra amor (do latim amor) presta-se a multiplos significados na lingua. Pode significar misericordia, afeicao, compaixao, ou ainda, inclinaçao, atraçao, apetite, paixao, querer bem, satisfaçao, conquista, desejo, libido, etc Sócrates dizia que o amor era a única coisa que ele podia entender e falar com conhecimento de causa (ok Socrates…eu nao posso entender, nem falar com conhecimento, mas entendo a causa. Se pudesse ter um dia de morto…iria ateh Socrates pra entender) Amar. Um sentimento que muito teologos e filosofos jah procuraram explicar com palavras. Mas so quem sente sabe a dor e a magnificencia do amor. E uma palavra nao descreve. Nao define. Apenas alivia a dor, ou alimenta a felicidade. Pois eh, me considero uma romantica…ainda. Apesar de saber que amor nao vive de romantismo. Shakespeare estava enganado. Ninguem se mata por amor…mas sim pela falta do mesmo. Muito menos engana, ou promete o eterno. E como importa a profissao de carteiro, que pacifica muitos amores, ou afasta. Pode ate causar odio, e dor. Mas essencialmente comforto. O carteiro se retira, continuando suas casas, e numeros, e coracoes partidos.