Ele me encanta cada vez mais, e o mais agradavel nisso e que, atraves dele, eu gosto mais de mim mesma. Me fazendo ausente de toda parte. Quando a certo ponto acreditei que viver por amor eh mentir….ele me fez pensar que os principios…nada tem contra a mentira. O amor entre um homem e uma mulher eh praticamente esgotante fabricar. Eu posso ter renunciado as viagens, as distracoes, abandonei meus amigos e deixei as docuras do lar para ficar comigo mesma…mas nao poderia viver unicamente de felicidade sem amor, nao poderia renunciar a escrever e trabalhar no unico lugar do mundo onde minha arte e meu trabalho tem um sentido.
Apos deixar de pertencer a um lugar sem posses, eu vivo anos de extrema ligacao com a humanidade. Minhas posses sao meus sentimentos. As minhas fraquezas sao sempre ressaltadas e as minhas forcas….recalcadas. Quando penso em Salto…o pequeno grupo e fieis que ali se encontravam quotidianamente nao pertencia nem inteiramente a boemia nem a burguesia….viviam de vagas rendas, de expedientes e de esperanca. E assim se encontram. Esgotados pela falta de preenchimento do tempo. Gosto de relembrar de coisas no papel pois assim elas se tornam reais. Como uma carta a um amigo. Ou uma fotografia estampada na parede do banheiro. E hoje, elas sao reais. E eu nao sinto que tenho que preencher o tempo…mas que o tempo me preenche.
Uma viagem, eh como uma aventura pessoal. Uma mudanca vivida com minhas relacoes com o mundo…eu sou invadida por uma quantidade de desejos que tenho pressa em satisfazer. E talvez essa nao seja a primeira ou ultima vez que amo algo…mas a primeira que amo a mim mesma.
Arquivado como:Phil Dupertuis, cronicas, familia, meu musico
A manha se abriu numa luminosidade vacilante. Pra mim, a atmosfera are apenas um milagre. Eu encontrei a mim mesma no impossivel. Porque eu senti que Ulysses havia tocado novamente a dor da existencia.