Crônicas de Amanda

Stories in my first language…

Por entre paredes

Ele me encanta cada vez mais, e o mais agradavel nisso e que, atraves dele, eu gosto mais de mim mesma. Me fazendo ausente de toda parte. Quando a certo ponto acreditei que viver por amor eh mentir….ele me fez pensar que os principios…nada tem contra a mentira. O amor entre um homem e uma mulher eh praticamente esgotante fabricar. Eu posso ter renunciado as viagens, as distracoes, abandonei meus amigos e deixei as docuras do lar para ficar comigo mesma…mas nao poderia viver unicamente de felicidade sem amor, nao poderia renunciar a escrever e trabalhar no unico lugar do mundo onde minha arte e meu trabalho tem um sentido.me

Apos deixar de pertencer a um lugar sem posses, eu vivo anos de extrema ligacao com a humanidade. Minhas posses sao meus sentimentos. As minhas fraquezas sao sempre ressaltadas e as minhas forcas….recalcadas. Quando penso em Salto…o pequeno grupo e fieis que ali se encontravam quotidianamente nao pertencia nem inteiramente a boemia nem a burguesia….viviam de vagas rendas, de expedientes e de esperanca. E assim se encontram. Esgotados pela falta de preenchimento do tempo. Gosto de relembrar de coisas no papel pois assim elas se tornam reais. Como uma carta a um amigo. Ou uma fotografia estampada na parede do banheiro. E hoje, elas sao reais. E eu nao sinto que tenho que preencher o tempo…mas que o tempo me preenche.

Uma viagem, eh como uma aventura pessoal. Uma mudanca vivida com minhas relacoes com o mundo…eu sou invadida por uma quantidade de desejos que tenho pressa em satisfazer. E talvez essa nao seja a primeira ou ultima vez que amo algo…mas a primeira que amo a mim mesma.

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Nossa verdade

A manha se abriu numa luminosidade vacilante. Pra mim, a atmosfera are apenas um milagre. Eu encontrei a mim mesma no impossivel. Porque eu senti que Ulysses havia tocado novamente a dor da existencia.

Essa capacidade de me renovar com o tempo eh oq eu chamo de viver e escrever, viver e pintar. Viver e ama..viver e morrer. Ao redor dele, um vazio se abriu, e abriu espaco ao homem que se encontra no estado de criacao. Isolado, ele provocou a grande solitude. E como um homem de idade que nunca aprender a ler, ele mediu a distancia que o separava das palavras. Ele se deita em meu colo e mergulha na solidao de um pensamento. Um pensamento que eu nao posso ter. Nao pertence a mim. Nao pertence a ti. Pertence a ele. Absolutamente dele.

Ele as vezes me faz divina. As vezes, me faz humana. As vezes, me faz acreditar. Eu sei oq eu faco aqui. Apenas nao admito. Porque pertence a mim. Nao a ele.

Minha verdade, nossa verdade, esse estrangeiro, esse estranho conhecido cuja face fomos prometidos que nos veriamos no final. O estranho que me promete a verdade. A verdade dele. E a minha verdade. Pertence a nos. E a ninguem mais.

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